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ORIGEM DO NOME “DERRUBADAS”


Os primeiros colonizadores instalaram-se nesta região por volta de 1930. Quando aqui chegaram encontraram grande quantidade de árvores arrancadas no meio da mata, nas proximidades onde hoje é a Sede do município, formando um grande descampado, uma grande derrubada. Acreditava-se tratar de um vendaval.

Do livro “Campo Novo-Apontamentos para sua História” de Vilmar Campos Bindé, que relata aspectos importantes sobre a nossa história.

“Em 1931 o então General Flores da Cunha, como Interventor do Estado, sendo amigo e conterrâneo de Pedro Garcia, deu a este a concessão para explorar e extrair madeira de Lei na zona da serra de Pari. (primeiro nome de Tenente Portela). Pedro Garcia formou uma cantina à margem do Rio Uruguai (lado esquerdo). Este local leva hoje o nome de Porto Garcia. Naquelas serras e matas Pedro Garcia chegou a Ter cerca de 500 homens cortando e fraquejando madeira. Possuía ele, já então, um trator de esteiras, comprado em Buenos Aires e 15 ternos de bois que puxavam madeira à margem do Rio Uruguai. Cada terno de boi se compunha de 4 ou 5 juntas que puxavam o jogo de rodas do carroção onde vai o pé da viga amarrado com um correntão.

 

 

Em 10 de novembro de 1.937, instalando-se o Estado Novo no País, o General Flores da Cunha foi deposto. Logo, resultou no embargo da Empresa de Pedro Garcia. Na época ela se encontrava no auge do trabalho e muito próspera. Aproximadamente 6000 árvores prontas para serem colocadas em balsas, aguardando apenas a cheia do Rio para seguirem seu destino: a exportação para a Argentina e o Uruguai. É natural que os prejuízos foram grandes, sem contar o elevado número de desempregados em face da paralisação da dita empresa. Pedro Garcia, ao que se sabe, ficou arruinado financeiramente, retirando-se da Região juntamente com seus homens. Daí, pela grande quantidade de árvores arrancadas que aqui se encontravam, os primeiros colonizadores deram a este lugar o nome de “Derrubadas”.

HISTÓRIA POLÍTICA-ADMINISTRATIVA DE DERRUBADAS

Rememorando aspectos históricos verificamos que os primeiros povos que habitavam as terras do Município de Tenente Portela são provenientes da Revolução Federalista de 1893, instalando-se aqui como fugitivos, não apenas portugueses, mas também e principalmente indígenas.

O início da exploração das terras do Município de Tenente Portela aconteceu por volta de 1911.

Até 1940, quando Tenente Portela ainda era chamada de Pari pertencia ao grande Município de Palmeira das Missões. Depois passou a denominar-se Miraguay, pertencendo ao Município de Três Passos, desde 1944, sendo este, Distrito Administrativo.

 

 

Familia realizando a colheita, década de 1960 - foto: Familia Tolotti

Em 1955 a Câmara Municipal de Vereadores de Três Passos criou dois distritos na então vila de Tenente Portela: Vista Gaúcha e Derrubadas, sendo que Derrubadas foi instalado em 02/05/55.

Com a emancipação de Tenente Portela em 18/08/55, Derrubadas passou a ser distrito de Tenente Portela, criada pela Lei Municipal Nº34/56 de 10/03/1956. Em 27/08/1963 é criado o distrito de Cedro Marcado, através da Lei Nº 04/63.

Na data de 07/03/90, os distritos de Derrubadas e Cedro Marcado deflagram o movimento emancipacionista. É criada, em reunião a Comissão Emancipacionista, a qual ficou assim constituída:

PRESIDENTE: Gildo Martens – professor

VICE-PRESIDENTE: Eugênio Reimann – agricultor

SECRETÁRIA: Nelsi Schereiner - professora

VICE-SECRETÁRIA: Zilda Rodrigues Ridodanzo – professora

TESOUEIRO: Miro Mülbeier – agricultor

VICE-TESOUREIRO: Pedro Gilmar Weber – professor

CONSELHO FISCAL: Hélio Bauer(agricultor), Osmar Von Müller (comerciante), Clóvis Heidemann (agrônomo), Valdemar Bento Rolin Bausewein(comerciante), Lurdes Gelain (professora).

SUPLENTES: Hugo Aldair Selle (agricultor), Ervino Alff (agricultor), Edemir giacominni (bancário), Ari Scapini (professor), Santo Élido Bernardi (empregado).

O trabalho da Comissão Emancipacionista culminou com a realização da consulta plebiscitaria no dia 10/11 91, autorizada através da Lei Nº9.286 de 09/09/91, assinada pelo Presidente da Assembléia Legislativa, Deputado César Schirmer. Este